Muito antes de os sets licenciados encherem as prateleiras, já havia um construtor a recriar os seus mundos preferidos com as peças que tivesse à mão. Esse instinto voltou agora a aflorar, desta vez apontado diretamente ao M.A.S.K., a linha de brinquedos da Kenner de 1985 e a série animada que convenceu uma geração inteira de que os carros mais banais podiam ser, em segredo, máquinas de guerra blindadas.

Máscaras, caos e motos

Para quem passou ao lado disto da primeira vez, M.A.S.K. significa Mobile Armored Strike Kommand. Os bons da fita, liderados pelo filantropo milionário Matt Trakker, passavam a série a combater a V.E.N.O.M., a Vicious Evil Network of Mayhem, comandada pelo vilão Miles Mayhem.

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O truque que deixou os miúdos em delírio em 1985 era simples e genial. Veículos de aparência banal escondiam armas e blindagem, alguns transformavam-se num veículo completamente diferente e cada piloto usava uma máscara amovível que lhe dava um poder único. Setenta e cinco episódios depois, a série tinha cravado um lugar permanente na história das caixas de brinquedos dos anos 80, mesmo ao lado de G.I. Joe e Transformers.

Peça a peça, só de memória

O construtor Alex Jones, que publica sob o nome "Orion Pax", não cresceu a ter todos os veículos M.A.S.K. que desejava. Por isso construiu-os na mesma. Esse instinto vem lá do fundo da infância, quando um jovem Jones estudava um veículo de uma série preferida e descobria como o passar para peças puramente de memória, sem instruções nenhumas.

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Este último projeto pega nesse hábito e aponta-o em cheio ao M.A.S.K. Jones recriou a abertura do desenho animado em peças e depois foi ainda mais longe, redesenhando toda a frota de veículos da equipa. Cada máquina disfarçada e cada arma escondida que tornavam a linha original tão divertida ganham aqui uma segunda vida.

Jones persegue as séries que o marcaram em miúdo e depois resolve o verdadeiro quebra-cabeças de engenharia de construir um veículo que precisa mesmo de se transformar, esconder uma arma ou encaixar noutra coisa completamente diferente.

Esse mesmo instinto transformou-se numa coleção pessoal que já vai nas centenas de modelos, com esta frota M.A.S.K. como a mais recente adição, ao lado de outros tributos aos anos 80 como a criação LEGO Ideas de E.T. the Extra-Terrestrial com 1226 peças e o tributo aos ThunderCats feito de 1361 peças.

A estacionar o DeLorean, por agora

Jones construiu a sua carreira precisamente à volta deste tipo de trabalho, do LEGO® à linha KRE-O da Hasbro, passando séries e brinquedos queridos para forma de peças e de construção. Essa história merece ser contada noutro dia. Para já, este tributo ao M.A.S.K. defende-se por si próprio, um lembrete de que os mundos da infância nunca abandonam realmente a linguagem de design de um construtor. Ficam apenas à espera da próxima desculpa para saírem da garagem. Que desenho animado da tua própria caixa de brinquedos dos anos 80 merece o tratamento em peças LEGO a seguir?